Eu..Lia...

 

Olindense por amor e escolha e Recifense de nascimento, professora de Língua Portuguesa.

Amiga, companheira, justa, verdadeira, mas com alguns graves defeitos, brigona, encrenqueira, jamais  injusta.

Desenvolvi no decorrer da vida, as artes plásticas como divertimento, como pintura óleo sobre tela, decorações e pátina.

mas de todas as construções artísticas preparei-me com esmero para a escrita, a arte da elaboração dos textos

e com um desejo maior...que o leitor mergulhe como um personagem.

Desejo todos dias felicidade para todos, apesar das adversidades do dia-a-dia de cada um.

Família

Venho de uma família sólida, uma mãe que soube doar amor,

carinho e alguns tapas na hora necessária. Hoje olho o céu e

vejo uma estrela piscando e sei que ela escolheu ficar ali, no céu e

está sempre invadindo meu quarto com seu brilho de estrela.

Mesmo que o sol esconda por algumas horas,

eu sei que ali está minha mãe feliz e sempre guiando meus passos.

Meu pai, antes de pai um amigo sincero, fiel adorável,

um HOMEM que cita que requisitos bons, como ser humano não é

elogio é dever de cada um e ele segue a risca o princípio cristão:

Amai o próximo como a ti mesmo. E assim sendo diz tudo.

Filhos, meus lindos bonequinhos , que criei com amor mas ficaram grandes,

homens que aprenderam a cantar e voaram para longe do ninho, mas não

esqueço meu pequenos, sempre com o mesmo amor que os escolhi para serem meus.


Amor


Os amores chegaram na hora certa e partiram na hora exata. Mas cada um formou um elo muito forte de amizade. Sou aberta a um bom papo, a um companheiro e a um novo amor.


Amigos

 

Todos meus amigos da net, todos meus amigos reais,

enumerá-los seria maldade, se  acaso esquecesse unzinho,

reservo-me a dedicar cada texto a cada um também, como

se fosse um diamante que gostaria que guardassem em seus corações.



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Os textos aqui postados, são de minha autoria e tenho direitos reservados sobre eles.

Espero que gostem, sejam benvindos(as).

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FÊNIX

 

Tem dias que estamos dados a uma música especial,  aquela que fez parte do momento decisivo, aquela que definiu o humor, aquela que defendeu espaços, até mesmo  aquela que baila solta nos lábios de quem assovia. Desejo a mais especial de todas; aquela que ainda não foi composta.

Amanheci assim, em busca da música especial para presentear o dia, o amor, brindar a  vida. Eita papo bobo de apaixonado! Se o leitor questionar, se estou apaixonada direi sim! Estou mais que apaixonada. Fazer o quê? Fugir da situação e enfiar o pescoço no primeiro buraco que encontrar e passar complexos de avestruz? Retorno a resposta com mais uma questão, o que fazer? Pela primeira vez em muitos anos sob a terra que me faz um Dino adolescente da terceira idade, senti-me tão bem quanto a adolescente que veste sua calça jeans, joga uma camiseta azul e se ilumina com a idéia de logo  vai amanhecer  e uma segunda feira ensolarada tomará conta do meu espaço e regerá meu destino para os braços a do amado ser. Pela primeira vez também estou envergonhada;  escrever as sensações de prazer e emoções, impacientar-se com as horas de espera e respirar aliviada com a chegada do trabalho, como se o outro não tivesse compromissos outros.

Quando decidi escrever Fênix,não sabia ao certo qual tessitura dar ao texto, de felicidade, melancolia, renascimento, mas pelo visto nem eu estou entendendo as posições ilegais da paixão  quando silenciamos a emoção. Li em algum lugar que só os bobos se apaixonam, concluo os bobos vivem melhor que os saídos,  disso tenho certeza.

Escrevi, escrevi e se  procura algo consistente quanto as normas da redação, ou a confecção do texto nada corresponde, daria uma nota feia para um aluno que entregasse algo sem conteúdo definido, qual seria a nota que daria a um aluno apaixonado que entregasse algo onde não houvesse coerência? Céus!  Seria malvada, não perdoaria a prática normativa da teoria. Sairia rabiscando todo o papel só para depois dizer, refaça seu texto e o aluno olharia pra mim e diria, foi o melhor que eu pude fazer,  estou tão apaixonado que todas as minhas práticas e meu discursos se renovaram, estou feliz, sua nota, mera nota num papel renascido de sentimentos esquecido é a brutalidade daquilo que o homem construiu ao seu redor. Eu olharia para o aluno insensível e diria,  no vestibular o censor não está preocupado com sua felicidade e sim com a estética e mais uma vez o aluno diria. Que bom! Assim ele descobriria o que é escrever sem nexo, o que é compor sem necessariamente saber o poema.

 

Normanda - Lia de Sá Leitão - 14 /8/2006



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SOS

Lia Sá Leitão-29/12/2002
 

Guardei nos sonhos de princesa

um mar distante e uma  península

lá o teu castelo

descortinado pelo desfiladeiro,

desenhos,

contornos e  mapas

do porta retrato do navio pirata,

tua imagem olhando o meu espelho,

sorrindo minha história,

o conto de fada

que escrevi em letras azuis

para te fazer sorrir.

Esperando o teu tempo

na minha hora de devaneio,

espantando um fantasma cor - de - rosa

que atormentou teu sono.

Toquei, em long play,

o meu segredo de mulher

melancólica e em tom menor,

a letra de aurora,

a  melodia

escrita em partitura só para mim,

na solidão de lua rasgada.

Não pára!

Evolui!

Não pára!  

Toca o violino,

toca ... toca!

Toca em mim

com as tuas mãos de homem!

Não posso esquecer

o sorriso ou o sonho,

não posso  deixar de sentir a vida

escorrer por entre os dedos,

em ondas,

entre o murmúrio da febre e teu nome.

 Prazeres

do corpo sonhado

 do verde esmeralda.

 Do mar

espatifando-se no dique

que sorve o sal

que chupa a água

que se enterra na  areia

sem conflitos,

sem ancoradouros,

sem tempo,

sem barco,

sem demoras,

sem esperas

de ir ou vir,

sem bóia marcando o canal,

 sem história,

apenas geografia,

o tempo!

Nós dois.

SOS.

CAMINHOS CRUZADOS

Lia Lúcia Sá Leitão – 07/01/2002
                                                               

Perda do brilho e olhar vazio,

frio,

fio de aço cortante,

espera

que ameaça a alma,

e apunha-la o cio!

Máscaras desbotadas nas cinzas da quarta feira

falta o Dom,

(im-) possibilidade,

perfeição,

difíceis amores?

Amores risíveis!

Sem cor,

sem flor,

sem o volume da carnes,

sem o êxtase no arrepio da pele

revestida em panos cosidos pela mão do artesão,

sem tesão,

sem cumplicidade,

sem identidade,

sem vulcão ou furação

sem o medo da tempestade,

em ser náufrago dos pensamentos,

sem humanidade,

marmóreos,

defunto sem lençol

pálido lume

solitário anel.

covarde de assombro,

sem fantasma,

desesperado.

Dom da solidão.



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ESPAÇO DE TUDO

Lia Sá Leitão - 26/12/2001

Espaço de tudo,

Corpus Nus,

mergulho a minha dor

no cigarro que abafa a tua fala,

trago no olhar o segredo do silêncio

a morte por

AMAR-TE.

Uma taça de vinho,

Um pouco de carinho,

um corpo em lágrima

mais um trago,

fantasma vadio que dança na rua

atravessa caminhos,

MADRUGADA.

Pensamento de cio,

pelo preço do teu berço,

pelo suor dos teus cabelos,

pelo afago,

pelo beijo,

pelo calor e o desejo,

pelo encontro,

reencontro,

desencontro,

neste delírio

criei o teu sonho,

a tua mente sã

ferve em meio a minha loucura!

Eu te engulo, caço, deporto,

estrangulo,

teu fantasma atravessando a minha a vida,

no compassado dos passos pelo paço,

ou ao lado do banco no meu carro,

na tua música, na tua letra,

no teu poema de artista,

na minha noite sem pirilampos,

na minha cor de noite sem gatos pardos,

na hora de agora

o corpo treme,

a alma vadia chora

o que esqueceu de encerrar no ciclo

dos nós.

 

A fada Acordou

Lia Sá Leitão - 13/11/2001

O sonho encantado acabou,

assim como se partiu as sem regras do amor,

É tempo de abrir os olhos

 e refazer as fórmulas,

agitar as idéias

e abrir a guarda,

partir.

Viver a sol e só,

não abortar o encanto.

Vencer (a) dor

sem inundar de melancolia a alma cor de rosa,

partir do castelo despojada de madrugadas,

esquecer pretérito o desalinho da alcova,

 os desejos,

sem as marcas da masmorra.

Atravessar o campo,

o ser,

a lida,

a vida

como a princesa que desperta

do conto de fada

sem o cavaleiro

sem o amante

sem o campeão

sem o dono do coração

sem alma

sem amor.



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