Eu..Lia...

 

Olindense por amor e escolha e Recifense de nascimento, professora de Língua Portuguesa.

Amiga, companheira, justa, verdadeira, mas com alguns graves defeitos, brigona, encrenqueira, jamais  injusta.

Desenvolvi no decorrer da vida, as artes plásticas como divertimento, como pintura óleo sobre tela, decorações e pátina.

mas de todas as construções artísticas preparei-me com esmero para a escrita, a arte da elaboração dos textos

e com um desejo maior...que o leitor mergulhe como um personagem.

Desejo todos dias felicidade para todos, apesar das adversidades do dia-a-dia de cada um.

Família

Venho de uma família sólida, uma mãe que soube doar amor,

carinho e alguns tapas na hora necessária. Hoje olho o céu e

vejo uma estrela piscando e sei que ela escolheu ficar ali, no céu e

está sempre invadindo meu quarto com seu brilho de estrela.

Mesmo que o sol esconda por algumas horas,

eu sei que ali está minha mãe feliz e sempre guiando meus passos.

Meu pai, antes de pai um amigo sincero, fiel adorável,

um HOMEM que cita que requisitos bons, como ser humano não é

elogio é dever de cada um e ele segue a risca o princípio cristão:

Amai o próximo como a ti mesmo. E assim sendo diz tudo.

Filhos, meus lindos bonequinhos , que criei com amor mas ficaram grandes,

homens que aprenderam a cantar e voaram para longe do ninho, mas não

esqueço meu pequenos, sempre com o mesmo amor que os escolhi para serem meus.


Amor


Os amores chegaram na hora certa e partiram na hora exata. Mas cada um formou um elo muito forte de amizade. Sou aberta a um bom papo, a um companheiro e a um novo amor.


Amigos

 

Todos meus amigos da net, todos meus amigos reais,

enumerá-los seria maldade, se  acaso esquecesse unzinho,

reservo-me a dedicar cada texto a cada um também, como

se fosse um diamante que gostaria que guardassem em seus corações.



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Os textos aqui postados, são de minha autoria e tenho direitos reservados sobre eles.

Espero que gostem, sejam benvindos(as).

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VITRINE.
Lia Sá Leitão
7/12/2001
 
A nudez desfrutada pela geografia
do homem que abre caminhos,
pela mão que avança,
pelo corpo que escala outro corpo,
pelas montanhas e falésias
abrindo clareiras, desabando em cascatas,
brisa, bruma, pólen, nuvem,
pela sede que experimenta
pela água cristalina,
pelo que invade,
pelo que sustenta o corpo exausto da busca
pelo que domina a fúria do desejo
pelo que transforma,
pelo que transfere,
pelo pântano,
pelo que planta na alma
a semente,
o sêmen,
a vida!
Pela tradução dos corpos,
pela canção,
pela dança das mãos!
Pelos gemidos abafados,
pela lágrima do delírio,
pela hora,
pelo acorda amor é hora!
 O minuto eterniza o canto,
o canto universaliza o prazer,
o prazer se reproduz em volúpias,
as volúpias em desejos de sempre ter
a mão errante que vai e vem
o corpo ereto,
atlético,
mergulhos no ser
as marcas nativas
os limites do guerreiro,
os sigilosos segredos
negociados,
pelos sussurros das vozes noctivagas
da alcova a meia luz,
do toque,
do sono,
do amor já é hora,
devo partir.   



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Apresentação do Namorado à Família

(Divina Graça – E seus amores.)

19 de maio de 2008-05-19

 

 

O tempo finalmente chegou para aquelas crianças endiabradas e barulhentas naquele instante, todos pareciam bem comportados, centrados, cada um no seu estilo de vida, cada um no seu Colégio Religioso que nada mais era a amostragem do poder aquisitivo diante da Sociedade. Eu quebrei com as regras. Ao invés de adorar o Colégio de freiras, fui direto para o Colégio de Aplicação da Universidade Federal, foi um Deus nos acuda, onde ficará a tradição da família do herdeiro direto da Divina Graça? Todos diziam que minha casa não tinha jeito e que fomos criados rebeldes, cheios de vontades, mas não era verdade, o pai e a mãe sempre preservaram a felicidade de seus rebentos e assim os desejos foram respeitados. Assim sendo comecei muito cedo a olhar a ponta o nariz como D. Casmurro, a seta indicadora dos devaneios, descobertas e algumas vezes choros silenciados por não ter pulso forte para dominar uma situação, mesmo assim, sentindo-me desossada nunca entreguei os louros ao inimigo, eu era parte da Divina Graça, saudosa, desprezada, em suas cores já manchadas de tempo sem o fulgor de outrora, a velha senhora de olhar tranqüilo ao limite da terra e do céu, mas ali, em pé, firme, destemida, disposta a vencer ou enterrar a derrota. As primas bem comportadas de mentirinha nunca tinham namorado antes, os primos com ar de donzelos para parecerem rapazes castos, eu como sempre a desenfreada de Ba. Chamei minha mãe e disse, vamos na Divina Graça, quero apresentar meu namorado aos ossuários, aos dinossauros, aos baobás, as negras velhas de peitos arriados, quero apresentá-lo aos velhos dos retratos, quero mostrar as botas polidas do bisa, quero mostrar-lhe os lençóis de vira, quero virar na cama como ele, quero nadar nua no açude quero perder o medo da cachoeira e fazer ali meu desabrochar mulher, quero levar a máquina e tirar as fotos inusitadas da casa de farinha, decorar as letras das carpideiras, eu quero tudo o que posso porque estou apaixonada e dona dessa paixão avassaladora, quanta inocência! Imaginava que aquela paixão seria a única, e foram tantas portas fechadas, mas teve também aquelas que deixaram a vida iluminada, mas isso é assunto para depois, vamos nos ater a essa primeira paixão rebelde. Meu namorado era filho de um historiador, jornalista, escritor, gente da elite intelectual da Capital, mas me detestava pelas posições malucas e pelos gritos de guerra da bandeira de oposição a menininha amadureceu mais que devia. Influenciada pelos cérebros pensantes que freqüentavam s casa do pai e da mãe, começara a devorar os clássicos, nem sempre entendia o conteúdo mas adorava ler, lia por brincadeira e por brincadeira passei a entender muito mais sobre as dores da vida que o comum das moçoilas da minha idade, e os amigos sempre bem mais antigos sobre a terra. Não devia ter conhecido A Metamorfose, nem Dom Casmurro, muito menos Noite Branca, ou sequer Crime e Castigo, devia ter passado longe do Pasquim, mais distante ainda dos poetas malditos, não devia ter conhecido tantas obras, devia ter ficado como todas as meninas moças normais, que liam Contigo escondido das mães, que seguravam o olhar entre risadinhas sem muita graça de rir nas filas do cinema. Não devia ter deixado os cabelos encaracolarem e muito menos andar com calças boca sino e chinelinhas de couro artesanal. Não a filha do Dr. Herdeiro da Divina Graça não devia se achar feia, e estudar ávida a alma das pessoas que inutilmente não se esforçou para travar amizade. Depois de olhar o passado com tantos disparates hoje não ver romantismo na distância, tudo tão próximo entre a China ou  Brasil.

Sinceramente fecho os olhos e me dou conta que as primas e os primos são mais felizes em seus universos limitados de paredes, carros de luxo, e eu continuo em busca de algo que não está na esquina, nem na conta bancária, nem na risada do consumismo em shoppings.

Depois de toda essa trajetória de adolescência e idéias incontidas volto ao namorado.

A mãe olha com um olhar de espanto, chama o pai e diz a tua filha emancipou-se bem antes o que previmos, vamos na Divina Graça resolver esse probleminha doméstico.

Toda a família foi convocada para mais uma reunião, e todos compareceram, as velhas mais velhas tias indóceis pelo fato de ser eu a primeira neta a convocar a família com o primeiro namoro sério, futura junção de famílias, uma no apogeu da Capital a outra que se debatia nas letras agradando uma história situacionista. Uma família de ideais sociais e a outra reacionária, incrível discrepância entre aqueles que chegavam. Todos na casa perguntavam como seria aquele encontro pessoas com idéias e ideais tão distante da rebeldia dos filhos da Divina Graça.

Ba ouvia tudo e de tudo sabia um pouco, ria e gritava na cozinha, taca lenha moleque no fogão a vara minha menina voltou em seu vigor de mulher moça, ela quebrou a castanha dessas velharias ela renova o ar da casa com sua voz, seu sorriso, seu jeito impetuoso. Ba ria das caras desconfiadas dos primos que não acreditavam que era eu a quebrar o protocolo, que era eu a buscar os maracatus, os samba de roda, o caboclo linho das redondezas para alegrar a noite de festa, que os pais e tios continuassem na sala da Imperatriz, lá no pátio as apresentações do povo da fazenda era tudo de bom para não terminar a noite sem os folguedos da sanfona sem os bêbados darem urros de felicidade, sem as mulheres levantarem a poeira daquela terra vermelha em seus passos assimétricos e de ritmo único.

Ba era a convidada de honra a abrir a festa, vestiu seu melhor vestido de rosas enormes todo colorido como a alma do nordestino feliz.

Dentro da casa estavam os requintes da mesa, ali fora o sabor da fazenda, das sobras, das sombras, dos tios farristas, das tias mortas com tuberculose causada pelos amores proibidos.

Ali estava o sangue do povo que era o povo da menina moça que se transformara em mulher tão cedo, contrariando as Leis.

Ba transformou tudo em um grande banquete, tanto dentro quanto no terreiro.

O rapaz chegou meio sem graça, sério e sem delongas disse aos convivas, não posso pedir a mão dela porque já nos encontramos e nos desejamos e vamos ficar juntos a partir de hoje. Ouviu-se um murmúrio daqueles que jamais puderam entender a situação. Os pais se entreolharam incrédulos, as tias velhas quase morrem, os mais jovens arregalaram os olhos como que não acredita no que presenciam. Ba levanta-se do seu local de honra e nos abraçou desejando felicidades, abraçou mais uma vez  o namorado como quem diz faça a menina feliz.

O Padre tomava um ponche e quase se entalou com o líquido, e perguntou meio ao quase silêncio da sala, vocês não vão receber as bênçãos da Santa Madre Igreja? Consternado falava alterado vermelho que só ele, como pode uma menina tão bem criada com esses pensamentos pagãos? Eu ri e disse viu? O Senhor sabia apenas não acreditou que eu não saberia entrar numa Igreja de véu, flor de laranjeira e vestido de brocado branco, isso estava reservado para as bem comportadas, eu não tinha vocação ao bom comportamento.

Apesar do susto e do primeiro impacto meus pais souberam conduzir a inusitada declaração, chamando todos para o jantar, depois uma boa música.     

A mesa posta como sempre com os maiores requintes feitos pela Ba deixavam todos salivando pela gula mas, o cheiro bom não era o não era mais saboroso do que aquele que vinha do churrasco, sarapatel, bode assado, a galinha guisada, farofa, galinha assada e vinagrete feitos no terreiro pelos trabalhadores que também comemoravam aquela primeira união.

Lembro bem dos pratos da casa grande porque aqui no livro tem uma marquinha feita por Ba, noivado da  menina, mas, quero a atenção de vocês para os pratos saborosos do povo comum sem os requintes os camarões, peixes e lagostas.

 

continua....



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continuação...

 

Galinha caipira ensopada

 

INGREDIENTES:

1 galinha ou frango de mais ou menos 2 kg

1 ou 2 cebolas picadas

4 tomates picados

10 folhas de hortelã pequenas

Dez folhas picadas de cebolinha verde

4 azeitonas picadas

2 pimentas de cheiro, picadas e sem sementes

2 colheres de sopa de banha de porco

Sal a gosto

 

MODO DE PREPARO:

Cozinhar a galinha em fogo baixo, com dois copos de água, durante

uns 10 minutos, em panela comum. Colocar todo o tempero juntamente com as duas colheres de banha. Pronto agora é só esperar e colocar a cerveja para chegar ao ponto.

 

Sarapatel de Porco

 

INGREDIENTES:

1/2 kg de sarapatel

1 cebola grande picada

1 pimentão pequeno

1 tomate sem pele e sem sementes picado

4 dentes de alho amassado

1 molho de quentro

2 folhas de louro

1 colher de sopa de cominho e pimenta do reino

1 colher de sopa de coloral ou 2 colheres de sopa de extrato de tomate

Sal a gosto

Suco de um limão

2 colheres de vinagre

 

MODO DE PREPARO:

Parta o sarapatel em cubinhos pequenos, ponha em uma panela e leve ao fogo para escaldar junto com o suco do limão e o vinagre.

Retire do fogo e escorra, passe em água corrente. Em uma panela ponha o sarapatel e todos os ingredientes um pouco de banha de porco. Leve ao fogo para refogar por 15 minutos. Depois ponha 400 ml de água e deixe cozinhar por 30 minutos. Ponha o sal. Sirva com arroz ou farinha

 

Cabrito Ensopado.

 

Corta-se o cabrito aos bocados. Num tacho faz-se um refogado com cebola picada, alho, folha de louro, massa de pimenta, um pouco de vinho, sal coentro, alho. Deixa-se cozinhar o cabrito até mais ou menos, meia cozedura. Retira-se do fogo e reserva-se. Cortam-se as batatas e as cebolas às rodelas, colocando-as num tacho já com azeite, picam-se os alhos, cortam-se os tomates, as pimentas vermelhas e coloca-se um raminho de coentro, tendo em atenção que a primeira camada deve ser de batata para não pegar. Depois coloca-se o cabrito meio cozido, volta-se a colocar uma camada de batatas, outra de cebolas, pimenta e tomate, retifica-se os temperos e deixa-se cozinhar em fogo brando.

Assim que a batata esteja cozida, está pronto a servir.
Pode-se acompanhar com arroz branco. Fiz com arroz de alho:
1 ½ de arroz agulha

1 ½ de água quente

5 dentes de alho

Azeite
Sal e pimenta.


Coloca-se num tacho um pouco de azeite, picam-se os alhos e deixa-se alourar. Lava-se o arroz. Coloca-se no tacho, envolve-se e deixa-se fritar um pouco (em fogo brando). Acrescenta-se-lhe a água, tempera-se de sal e pimenta, deixa-se cozinhar no máximo só até à água ferver e depois tapa-se e cozinha-se em fogo brando.Se necessário, colocar mais um pouco de água para acabar de cozer

 

Espero que o caríssimo leitor se deleite com a cozinha dos folguedos da fazenda Divina Graça, são pratos saborosos e simples, de cheiro agradável e sabor sem igual.

Nos encontraremos na próxima edição do Resgate, Sabores e Cheiros da Casa Grande da Divina Graça. 



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O Dia de Chuva
Lia de  Sá Leitão – 14 /05/2008


Os melhores dias na fazenda sempre foram os de chuva, o cheiro de terra molhada se misturava aos cheios de café moído, broas e bolos vindo da cozinha.
Ninguém saía da varanda e os brinquedos de criança giravam em torno de dominós e cartas de baralho no tradicional burrinho, os menores brincavam de bola e outros de quebra cabeças, não havia a facilidade do vídeo game nem muito menos o computador. Os mais calmos brincavam de roda e os mais alvoroçados de barra bandeira.
Particularmente ficava ali o tempo que durava o aguaceiro, olhava com curiosidade aquelas lágrimas no vidro respingado das telhas. Amava imaginar mil sonhos para quando crescesse e me tornasse a dona da Divina Graça, esse era meu grande segredo só revelado para o Padre nas confissões, nunca tinha nada de tão grave para confessar, nunca acreditei em pecados e os meus eram tão bobinhos, roubava frutas pelos quintais, chamava alguns palavrões, dava dedo aquela expressão peniana pelas  costas da tia Genoveva. Sempre fui boa nas respostas de ponta de língua e não deixava de fazer raiva a mamãe e ao pessoal que me arreliavam a alma infantil.
Diziam que a confissão ao pé do padre era sigilosa, nunca vi necessidade de manter um segredo de morte, como todos eram obrigados a visitar o confessionário  pelo menos uma vez por mês. Na véspera da Missa na Capela não tinha perdão, a fila era grande como eu nunca tinha nada a contar de grave ficava inventando as histórias não seriam mentiras, mas teriam uma bagagem de fantasia sem igual.
Portanto só o padre sabia meu interesse em ser a Poderosa dona da Divina Graça e por ela eu morria de paixões.
Naquelas tardes chuvosas desenhava minhas histórias sem letras, meus personagens sem tempo. Cantava minhas melodias mais amadas ou criava minhas próprias letras nunca gravadas.
Escrevi cartas para ninguém, cartas infantilmente apaixonadas pelo menino que jamais soube do meu amor tranqüilo.
Escolhi num dia de chuva o perfil do companheiro que seria o herói dos meus sonhos, engraçado tive tantas paixões demoradas furtivas ou com mais duração transformou-se em amor.
Nenhum companheiro, com mais ou menos tempo de convivência ou conivência coube em meus sonhos.
Sempre ficou um vazio enorme.
É difícil explicar e mais ainda de imaginar alguém despojado de bobagens e acúmulos de sedimentos de vida possa sofrer por falta de preenchimento de um companheiro imaginário.
Nos dias de chuva minha alma sorria  desde criança ali presa na varanda lateral da casa grande onde ninguém passava por lá por medo ou distância, sentava entre os respingos e a
cerâmica ainda enxuta do chão frio.
Decidi escrever sobre  o dia de chuva pela identidade da criança determinada a ficar com a Casa Grande da Divina Graça e a mulher que escreve o seu tempo.
Hoje chove, não tenho mais a Divina Graça em minha vida, nem os amores furtivos, a dinâmica é outra, o mundo evoluiu acredito que as dores de cada dia também aumentaram e a criança introspectiva dos dias de chuva ressurge a cada tempo fechado e cinza.
As recordações são fortes, os cheios da cozinha  de Ba envolve o pensamento e a distância encurtando o ontem e hoje.
A  saudade do almoço e das sobremesas fazem ler o livro das receitas e dar uma dica para os caros leitores de como esquentar alguma saudade, assim, o tempo flui, a vida continua agitada , feliz, só o dia chora.

Carne Assada


Ingredientes
1 kg de lagarto, 2 colheres (sopa) de vinagre, 2 folhas de louro, 1 cálice de vinho madeira
3 colheres (sopa) de azeite de oliva, 1 cebola, 1 colher (sopa) de manteiga, 1 cravo da índia
1 tomate,10 batatas pequenas, 100g de azeitona pretas, 1 tablete de caldo de carne
sal e pimenta a gosto
Modo de Preparo
Esfregar a carne com sal e pimenta e regar com o vinagre. Deixar nessa marinada por 2 horas, pelo menos. Refogar a carne no azeite e manteiga até dourar de todos os lados. Acrescentar a cebola, o tomate, o cravo e o caldo de carne, dissolvido num copo de água fervente, aos poucos, cozinhando em fogo brando até a carne ficar macia. Juntar as batatas e mais água, se necessário. Quando estiverem cozidas, adicionar o vinho Madeira. Deixar ferver por 5 minutos. Pôr as azeitonas e servir a carne fatiada, rodeada de batatinhas.

Tabule


Ingredientes
1 xícara (chá) de trigo moído, 1 maço de salsinha, 2 talos de cebolinha verde, 1 maço de hortelã fresca, 5 tomates médios sem sementes, 2 pepinos pequenos, 2 cebolas pequenas
4 colheres (sopa) de azeite de oliva, 2 limões sal e pimenta-do-reino a gosto
Modo de Preparo
Colocar o trigo de molho na água durante 20 minutos. Retirar a água e espremer bem na mão. Picar as ervas, os tomates, os pepinos e a cebola, misturando tudo com o trigo. Preparar o molho com o azeite, suco de 2 limões, sal e pimenta-do-reino. Regar o tabule com o molho e servir rodeado por folhas de alface

Arroz com Damasco


Ingredientes
1 cebola média, 4 colheres (sopa) de manteiga, 2 xícaras (chá) de arroz, 5 xícaras (chá) de , água,1 tablete de caldo de galinha,  1 envelope de açafrão sal a gosto, 1 colher (chá) de canela em pó, 100g de damasco picado.
Modo de Preparo
Refogar a cebola picada na manteiga. Juntar o arroz, a água, o caldo de galinha, o açafrão, o sal e a canela. Cozinhar em fogo brando até o arroz ficar macio. Tirar os caroços das tâmaras e misturar ao arroz. Deixar alguns minutos para tomar gosto e servir.

Garanto que o caro leitor vai amar as receitas experimentem.



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UM DIA DE SOL

Lia Lúcia de Sá Leitão – 12/05/2008

 

  

Dias de Sol sempre os dias mais tristes embora quentes, o calor inundava até a Casa Grande que ficava numa colina, nem as janelas ou varandas respiravam uma brisa fresca. A sombra queimava a pele de forma sorrateira.

Estávamos no açude, o sol não respeitava aquelas águas sempre geladas, conseguiu deixar a cachoeira morna e brilhante em toda sua transparências, podíamos ver os lambaris nadando de um lado a outro da piscina natural, nós os encapetados bisnetos do Conde  incomodávamos os peixinhos dourados e prateados que ali circulavam. Verdadeiramente eu morria de medo de  mergulhar ali, ao contrário dos primos que faziam o maior salseiro. Alguém me disse que as cobras venenosas se deleitavam naquele local úmido e de relvas viçosas. Bisbilhotando, um dia, a conversa dos adultos, tive a certeza que uma criança morreu ali, bem de frente do local que eu estava, nadou até uma pedra linda que a cascata caía mais suavemente e era menos escorregadia e perigosa. A criança abriu a boca e engoliu um filhote não durou um dia, morreu.

As minhas reservas com algumas brincadeiras deixavam os outros desconfiados achando que se eu não tinha coragem de enfrentar era um bom motivo para o respeito. Os moleques que tomavam conta da gente ficavam aliviados e todos brincavam a valer sem grandes exageros.

Naqueles dias de sol escaldantes, Ba se desdobrava em cuidados com todos nós, fazia sucos e guloseimas que dava muita sede para que não deixássemos de beber muito líquido.

Os lanches seguiam o mesmo senso de leveza para não dar embrulhos no estômago e tudo que Ba servia era bem diferente do trivial.

Sempre alguém vinha à margem do açude gritando o nome de cada um primo e prima inclusive o meu, desconfio que o meu nome era o  menor e o mais doce, então aquela voz irritante cantava um Lia a todos os pulmões; depois dessa ópera, vinha o grande aviso, Ba chama para o lanche melhor não atrasar ou sinhá Genoveva vem buscá-los no cipó.

Depois da voz do arauto todos corriam para não atrasar, melhor encarar a comilança da Cozinha a encarar os cipós da Tia.

Nunca tive vergonha de assumir a minha covardia em não suportar tapas, nem as atrocidades da Tia. Ela sempre aliviava para todo muno mas não regateava as astúcias mais sórdidas comigo.

Começava com o banho, todos banhavam-se como Deus criou batatas, à toa, vestiam as roupas que queriam, comigo era diferente, ela que me banhava, passava uma bucha colhida no matagal pelos arredores da Casa Grande.

Engraçado, hoje usam essas buchas como naturais, para energizar a pele, amaciar e tirar células mortas custam uma fortuna nas casas especializadas até tenho uma dessas buchas bem acondicionada para não perder as fibras.

Quando eu era moleca a bucha servia como instrumento de tortura, na hora do banho.

A Tia sempre esfregava com força minha pele branquinha e delicada na intenção de limpar as sujeiras dos pés, joelhos, costas e pelos furos das extremidades a praga da Tia enfiava o dedo indicador e com a mesma força esfregava por trás das orelhas.

Depois de gritos e choradeira, sempre fui muito mole para a dor, começava outro estilo torturante do sadismo, a roupa.

Os primos como já escrevi escolhiam a roupa que vestiam. Privilégios da vontade não me pertenciam, ela me enfiava um vestido de cambraia bordada, uma meia e uma bota ortopédica.

Revoltava ninguém tomar à frente e me livrar das mãos de uma mulher com desejos verdugos junto a uma criança meiga como eu pretendia ser, não conseguia assumir minha delicadeza pelo fato da rebeldia diante de tamanha injustiça.

O que mais matava era aquele infeliz laço de fita de cetim, enorme  como a orelha de um coelho e atado a cabeça por uma liga que dava sustentação nos meus cabelos curtos e finos na verdade nada segurava nem uma fivela em meia hora aquele laçarote escorregava eu ficava com o pescoço torto para equilibrar o enfeite, não dava muito efeito, por mais que eu equilibrasse e não arrancasse, levava tabefes de e xingamentos de desmantelada o tempo todo, sem contar a gozação dos primos que se divertiam com minha raiva.    

Quando lembro aquele elástico enroscando nos cabelinhos novos  puxando-os numa dor irresistivelmente fina e angustiante.

O meu afastamento familiar hoje pode estar associado aqueles instantes de humilhação.

Ba com conseguia me salvar em algumas oportunidades, principalmente quando ameaçava a falar todas aquelas malvadezas a minha mãe que  não se beijava com a Tia Genoveva. Uma vez fui aproveitar dessa grande chance de falar que a tia me maltratava passei por mentirosa, pois a Tia elogiou meu comportamento alegado que eu estava mocinha, amadurecida, mais centrada e um amor de menina, disso eu ao tinha dúvidas sempre fui singela.

As maldades da tia sempre foram compensadas com os lanches da Ba depois da seção de tormentos.

Nesse momento quero partilhar com você meu amigo e nobre leitor que nunca sofreu a perseguição de uma Tia maluca. Agora entendo porque os dias de chuva são bem mais felizes que a soalheira do verão.

Mesmo assim compartilho com cada um dos amigos as guloseimas da Ba na Casa Grande Da divina Graça.

CONTINUA...



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CONTINUAÇÃO

 

Mesmo assim compartilho com cada um dos amigos as guloseimas da Ba na Casa Grande Da divina Graça.

 

Papo de Anjo dos Açores

 

Ingredientes

12 gemas, 1 ovo inteiro,1 kg de açúcar, 1 cravo-d-índia para cada unidade, 1 litro de água.

 Modo de Preparo

Bater as gemas com o ovo inteiro até crescerem e ficarem bem fofas. Untar com manteiga forminhas de empada e colocar a massa de gemas até a metade (a massa cresce muito). Levar as forminhas ao forno brando, colocando-as dentro de uma assadeira com um pouco de água. Fazer uma calda rala com o açúcar e um litro de água. Retirar os papos assados, deixar amornar e mergulhar um a um na calda para embeber. Quanto mais úmidos de calda, mais saborosos ficam. Espetar no meio de cada papo 1 cravo-da-índia. Se sobrar calda, jogar sobre os papos colocados em uma compoteira de vidro.

 

 

Broas de Mel

 

Ingredientes

300g de farinha de trigo, 100g de manteiga, 200g de açúcar mascavo, 2 ovos, 2 colheres (sopa) de melado, 2 colheres (sopa) de mel, 2 colheres (chá) de canela em pó, 1 colher (chá) de sementes de erva-doce, 1 pitada de noz-moscada ralada, 1 colher (café) de bicarbonato de sódio

Modo de Preparo

Misturar à farinha todos os ingredientes, amassando bem. Formar broinhas e levar ao forno quente por 20 minutos.

 

 

Bolo de Caramelo

 

Ingredientes

3 ovos, 4 colheres (sopa) de manteiga, 2 xícaras de farinha de trigo

1 xícara de açúcar, 1 colher (sopa) de fermento em pó

1/2 xícara de leite caramelado

Recheio

1/2 xícara de manteiga, 1 xícara de açúcar, 1 xícara de nozes moídas

250g de creme de leite

Modo de Preparo

Bater as gemas com o açúcar e a manteiga até obter um creme fofo. Acrescentar a farinha, o fermento e o leite caramelado (para caramelar, dourar 100 gramas de açúcar numa panela e acrescentar o leite até dissolver completamente o açúcar caramelizado), sem para de bater. Levar as claras ao ponto de neve firme e misturar delicadamente à massa, com movimentos de baixo para cima. Colocar a massa em fôrma untada para bolo e levar ao forno por 30 minutos. Verificar se está bem assado, enfiando um paliito na massa (deve sair bem sequinho). Rechear com creme de nozes.

 

Recheio

Bater a manteiga com o açúcar até obter um creme liso; acrescentar as nozes moídas e o creme de leite. Misturar bem e rechear o bolo. 



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DIAS DAS MÃES NA Divina Graça

 

(Comadre Almerinda Na Divina Graça.)

Lia de Sá Leitão -  5 de maio de 2008

 

 

Todos curiosos em saber como era o dia das mães na Divina Graça, as suas receitas de uma das festas familiar de maior repercussão nas redondezas, todos estariam ali com seus carros, maridos esposas e filhos como também Dona Almerinda Mello do Aragão Coutinho de Monteverde, uma mulher farta em tudo, sorrisos, fala, peitos, bunda, cabelos dourados, pernas, e pezinhos de princesa sempre inchados dentro de um sapato de verniz vermelho com saltos médios o que favorecia uma imagem ainda mais volumosa que o normal. Essa criatura que rondava a casa grande da fazenda, era a amiga de todas as horas, não se negava a nada, desde passar noites tomando conta dos netos monstrinhos como ser acompanhante de um enfermo, sem contar a presença nas horas de alegria ou tristeza da nossa família.

Era tem um retrato enorme na nossa casa como alguém da família.

Será um prazer apresentá-la como uma peça importante do seio familiar.

Na verdade desejo que o caríssimo leitor desperte a curiosidade para aquela pessoa que indiretamente ou diretamente são nossos convivas e passamos ao largo sem ter idéia do bem ou do mal que produziu naqueles tempos de casa cheia.

Uma data feliz para todos nós era as festividades produzidas pelo comércio e os luxos dos presentes, e a música que era contratada para o baile a noite, os amigos que não perdiam um evento na casa grande, sempre a mesma fartura, alguns poucos luxos no cardápio, mas muita fartura e variedade de comidas.

Dia da Mães o glamour era produzido para não falhar, tudo a seu tempo, acomodação dos viajantes em seus quartos, as crianças para o quarto das crianças, os jovens, os primos estudantes de Universidade e os formados tinham seus brilhos e privilégios.    

Comadre Almerinda era conhecida por todos era aquela criatura que não podia faltar e quando ela se ausentava por dois dias, todos ficavam angustiados, inclusive a meninada, ela era muito boa para as crianças, livrava sempre um mais peralta de uma boa surra com a cinta do avô, gentil com os adolescentes chatos e sempre apontando uma luz no fim do túnel para todos os problemas e um amor de delicadeza para as velhas tias era a memória falante das aventuras das tias em décadas passadas, conhecedora da história da família mais que ninguém, dizia ela que escrevia um livro sobre tudo que acontecia na fazenda, uma espécie de apologia a oligarquia, mas nunca vimos nem uma folha escrita, conhecedora de todas as datas festivas, cronologicamente um calendário vivo de tudo que marcou. Ela sabia de todas as datas de aniversário, sabia todos os endereço decorados, sabia todas as particularidades de todos, quem gostava de viver escondido com a esposa fazendo filho, sabia da tia casada que só esperava uma oportunidade para largar o marido para assumir um caso que ainda não era escandaloso com o amigo do último verão na Reviera Italiana, passeio esse para relaxar as agruras da consciência.   

Comadre Almerinda fiscalizava a casa como um fiel cão de guarda, mesmo sem nenhuma responsabilidade olhava a sobra e fartura da cozinha, reclamava com os estragos; sempre dizia que era culpa da Ba uma preta preguiçosa e velha que já podia estar aposentada, nisso a Comadre passava o dia remoendo, se Ba fosse desprotegida os netos e filhos do Conde da Divina Graça certamente estava na rua assim como muitos negros não aceitaram trabalhar na fazenda e saíram pelo mundo para construir mocambos e favelas nas ubes não resta dúvidas foram os promotores do sub emprego.

Creio que todo aquele inferno que fazia com a Ba era para carregá-la da nossa companhia e levá-la para casa dela, como falava nas horas da mesa, tentando impressionar, não tenho sorte com serviçais nem aqui se fosse lá em casa ia ver o peso das minhas exigências tudo seria muito diferente, essa negra folgada não ficava ali sentada de pernas abertas e aquela toalha nos ombros, tiraria o turbante de xangô.

A comadre Almerinda perdia todas as regalias por um bom tempo quando implicava com a Ba, chegava a ser repreendida em público pelo meu pai, Madrinha se acha ruim ter  Ba conosco e a comida maravilhosa dela, e o amor que ela tem por nossos filhos encapetados, volte para sua casa peça desculpas a Deus e rale os seus joelhos nos  genuflexórios da Capela, mas falar mal de Ba eu não permito. Ela ficava toda magoada, chorava, arrumava as malas, chamava Epaminondas, o motorista da casa, nunca ia para a sua casa, arrumava outro bode expiatório para seus reclamões.

 

No Dia das Mães, mamãe chamava as tias velhas, as tias novas, as serviçais, e a Madrinha para arrumação da casa, sempre decidiam nessas decorações qual seria o almoço, a janta, e as carnes da festança noturna.

Todas pareciam formigas trabalhadeiras, uma lavava o jarro de cristal, outra forrava a mesa com toalhas de rococó, crivos e crochê, as toalhas de bordado em richelier e as de bordado renascença ficavam nas mesas preparadas para banquetes, a prataria era toda polida e as estatuetas lustradas com cinza de carvão, eu adorava olhar aquele reboliços pelas salas de festas, os gritos da madrinha, os da minha mãe quando alguém fazia algo que ela não aceitava, sempre achei minha mãe requintadissima, de um bom gosto sem afetação, sóbria sem perder a alegria, uma mulher a altura o meu pai. Mamãe era dominadora, coisas das mães nordestinas.

Foi a única entre nove irmãos que mantinha um porte nobre herdado do pai de sua mãe, o avô que ela falava com tamanho carinho que os olhos paravam no mar verde da cana, o avô que ela se identificava nas posições de verdades e integridade.

Mamãe  também era muito divertida, uma artista autodidata, pintava telas com arranjos florais, fazia flores de pano que mais pareciam desidratadas.

As  boas línguas apregoam que sou a cópia fiel dela, ainda bem fui comparada com uma mulher de fibra, uma mulher de inteligência rara, uma mãe justa, carinhosa na hora certa, ferrenha quando necessário, nunca praticou o pecado da omissão, generosa. Nunca fez nada que no outro dia estivesse arrependida, era uma mulher decidida, de brio.

Tinha verdadeiras mãos de fada. Mamãe cozinhava com Ba e ninguém sabia quem era a melhor, a exemplo o Padre da Cercania era o único que sabia dizer, esse peixe foi preparado pelas mãos de Dona Lia, minha mãe, eu ficava tão orgulhosa que até aprendi a gostar de peixe, pato, pitu, polvo, panqueca e pão de alho.

Mamãe também cantava muito bem, tinha uma voz que o bispo não poupava um convite para ela cantar na Missa festiva da Catedral. Eu queria cantar como ela, mas não chegava perto, ela ria e não se fazia de suprema, muitas vezes pedia para cantar ao lado dela, e içávamos bom tempo ela trabalhando numa arte decorativa e cantávamos duetos com primeira e segunda voz, mesmo com a primeira voz eu por vezes errava, ela ria e eu retomava o meu tempo. Devo o gosto refinado pela música graças aos seus ensinamentos.

No Dia das Mães, ela era quem administrava tudo, não dava trela em nada e quando a gente pensava que ela não ia conseguir arrumar  aquele casarão antes o almoço já estava quase tudo nos devidos lugares.

 

No dia das mães ela se dava ao luxo de fazer os preparativos do jantar, algumas iguarias que deixavam todas as mulheres basbaques, elas se julgavam as melhores, davam pitaco nos receituários e ela dizia, vou fazer igual ao que está no livro da Ba.

Nessa semana que antecede o Dia das Mães, pensei em fazer uma homenagem a minha amada mãe, que de tão presente eu olho em cada canto da casa tem algo dela tão próximo que não me deixa sentir mais saudades que o normal ou chorar que nem desvairada, mas , para mulher que era foi, se me visse no desespero da ausência certamente me daria umas boas tabefadas e dizia, não tenho filha para chorar leite derramado criei filha para distribuir leite.

Bom a homenagem que posso fazer é dar um passeio no livro de receita da fazenda que na data o dia das Mães ela não regateava um molho ou um assado, uma sobremesa ou aquele bolo que ninguém podia falar alto porque o bolo murchava.

 

continua ...



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continuação

 

Vamos ao...

 

Pato à moda da Divina Graça.

 

Ingredientes

1 pato grande, 200 g de toucinho defumado, 1 abacaxi maduro, 2 cebolas, 1 colher de casca de limão ralada, 1 colher de sopa de óleo, 1 litro de água, sal e pimenta a gosto

 

Modo de Preparo

Temperar o pato com sal e pimenta. Fritar o toucinho picado no óleo. Acrescentar a cebola e o pato em pedaços, dourando bem. Juntar o abacaxi cortado em cubos à água e cozinhar até ficar macio. Salpicar com a casca ralada do limão e servir

 

Arroz com Damasco

 

Ingredientes

1 xícara (chá) de damasco,5 xícaras (chá) de água, 1 cebola média, 3 colheres (sopa) de manteiga, 2 xícaras (chá) de arroz, sal a gosto

 

Modo de Preparo

Ferva o damasco com uma xícara de água durante 5 minutos. Retire, pique e reserve. Refogue a cebola na manteiga, junte o arroz, o sal, o caldo de damasco e mais 4 xícaras de água fervente. Cozinhe em fogo lento durante 15 minutos. Quando o arroz estiver pronto, misture o damasco, deixando tomar gosto por alguns minutos. Sirva em seguida.

 

Legumes Recheados

 

Ingredientes

1 cebola, 1 dente de alho, 4 fatias de azeite de oliva, 250g de carne moída, sal e pimenta-do-reino a gosto, 2 colheres (sopa) de salsinha picada, 4 tomates grandes, 4 pimentões verdes grandes, 4 abobrinhas verdes

4 batatas grandes, 1 colher (chá) de óregano

 

Modo de Preparo

Dourar a cebola, o alho e o presunto picados no azeite quente. Juntar a carne moída e refogar em fogo baixo durante 15 minutos. Temperar com o sal e a pimenta. Se secar muito, colocar um pouco de água. Polvilhar com salsinha picada e reservar. Cortar uma tampa nos tomates e pimentões e tirar as sementes. Cortar uma tampa nas abobrinhas e batatas, retirando parte da polpa com a ponta de uma faca ou descascador de legumes. Rechear com a carne e prender a tampa com palitos. Colocar numa travessa refratária untada. Polvilhar com o óregano e regar com molho de tomate. Assar durante 30 a 40 min.

 

Molho

Dourar a cebola e o alho picados no azeite quente. Juntar a água, o extrato de tomate, o vinho, o sal e a pimenta. Ferver durante 15 minutos. Cobrir os legumes recheados.

 

Frango Delicioso  para o Dia das Mães.

 

Ingredientes

1 kg de coxas e sobrecoxas de frango, 100g de manteiga, 2 cebolas, 1 xícara (chá) de água, sal e pimenta-do-reino a gosto, 1 envelope de açafrão, 1 rama de canela em rama

1 colher (chá) de cominho, 100g de ameixa seca, 2 colheres (sopa) de mel, 2 colheres (sopa) de semente de gergelim

1 xícara (chá) de amêndoa sem pele

 

Modo de Preparo

Dourar o frango na manteiga, reservando 1 colher para refogar a amêndoa. Juntar a cebola picada e deixar dourar. Colocar a água, o sal, o açafrão, a canela, a pimenta, e o cominho. Cozinhar até o frango amaciar. Retirar da panela e reservar. Colocar a ameixa no caldo do frango e cozinhar durante 15 minutos. Acrescentar o mel e deixar formar uma calda. REcolocar os pedaços de frango, envolvendo-os na calda. Ferver 5 minutos e desligar o fogo. Tostar as sementes de gergelim numa frigideira seca. Dourar as amêndoas na manteiga. Servir o frango, polvilhado de gergelim e amêndoas.

 

A opção para substituir o pato é uma outra ave, como a galinha, as  receitas estão acima, mãos à obra.

Depois escrevo mais quitutes para vocês, essas três receitas já faz do seu almoço ou jantar no Dia das Mães uma festa de primeiríssima.

Agora vou experimentar as dicas do almoço para o Dia das Mães, afinal tenho a mãe do namorado quem sabe se pela barriga não amanso a sogra que é uma jararaca. 



- Postado por: Lia
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